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domingo, 7 de junho de 2009

OS SONS SAGRADOS DE CURA

Processos terapêuticos através dos sons

por Virginia Bernardes


O som é elemento formador de realidades. É também, uma possibilidade alquímica no sentido de que pode transformar uma realidade em outra. Como vimos anteriormente, a interação da matéria com qualidades diferentes de som produziu diferentes conformações moleculares. A água submetida á sonoridades harmônicas configurou-se como uma linda mandala. O contrário também aconteceu: o som desarmonioso produziu figuras disformes. Quer dizer, o som como qualquer energia, é neutro, e por isso, nós podemos qualificá-lo positiva ou negativamente. A escolha é nossa e vai depender de nosso nível consciencial.

Na prática isso quer dizer que podemos alterar, organizar, limpar, purificar, harmonizar, elevar vibrações, enfim, realizar transformações nos níveis sutis e da matéria utilizando o som como ferramenta de trabalho energético/vibracional.

Nossa voz vista como instrumento tanto do ponto de vista sonoro como do de ferramenta, pode nos servir nesse caminho de transformação.

Na figura abaixo, temos o esquema de nossos sete chacras principais e suas freqüências vibracionais: cores/som.
Este sistema de ordenação das notas corresponde à escala musical mais conhecida no ocidente – DO RE MI FA SOL LA SI, o que facilita o seu uso como instrumento de estabilização dos chacras. A seqüência das cores (do vermelho ao violeta) corresponde ao arco-íris, o que torna próximo e corriqueiro o seu emprego como mentalização.


1º chacra: vermelho – DO – C –Básico/Raiz (root)
2º chacra:Laranja – RE – D- Umbilical/Esplênico – (Sacral)
3º chacra:Amarelo – MI – E – Plexo Solar – (Solar Plexus)
4º chacra:Verde – FA – F – Cardíaco/Coração – (Heart)
5º chacra: Azul – Sol – G – Laríngeo/garganta – (Throat)
6º chacra:Violeta/Índigo – LA – A – Frontal – (Third Eye)
7º chacra: Branco/violeta – SI – B – Coronário/Coroa (Crown)


A partir destas referências podemos equilibrar nossos centros de energia entoando os fonemas determinados para cada um. Por exemplo, para o 1º chacra entoaremos o fonema Ã, na altura de Dó e visualizando/mentalizando a cor vermelha. Na tabela que se segue temos a relação dos sete fonemas:

Cada fonema tem uma qualidade intrínseca e trabalha determinadas questões. O fonema Ã, por exemplo, expande a energia e aumenta a base de sustentação. No 1º centro vai expandir a energia de sobrevivência e nossa ancoragem no planeta. O fonema U aprofunda e refina as energias criativas que são mobilizadas no 2º centro. O fonema Ô congrega, traz o movimento de acolhida à nossa identidade.

O A dessa vez vai expandir e dar respaldo às energias do amor incondicional geradas no cardíaco. O fonema AI entoado sobre o laríngeo vai ampliar, sustentar e refinar nossas capacidades criativas, de comunicação e expressão, além de elevar o padrão de nossa sexualidade. O EI entoado sobre o frontal, expande e faz vibrar a glândula pineal, despertando ou desenvolvendo a paranormalidade. O fonema imprime uma vibração sutil e muito acelerada às nossas ondas cerebrais rompendo barreiras etéricas.

Na seqüência desses exercícios, se entoarmos IEAÔU estaremos cantando um dos nomes de Deus, o que elevará instantaneamente o patamar vibratório de nossos corpos físico, etérico, emocional e mental.

Existem outros sistemas tanto de fonemas, como de freqüências de som e luz. As variações são decorrentes das diversidades inerentes às várias tradições que empregam as vibrações como fator de equilíbrio. Cada sistema vai atuar de maneira a organizar, restaurar e equilibrar as energias dos vórtices de força de nossos corpos.

Antes de entoarmos o som dos fonemas, devemos inspirar e expirar profundamente, usando toda a nossa capacidade pulmonar, o que significa que a nossa respiração deve ser diafragmática. Isto é, ao inalarmos o ar nosso abdômen deve se distender, e ao expirarmos, ele deve se contrair.

Há que se dizer que pouco adianta um exercício realizado de forma mecânica, sem a concentração e principalmente sem o direcionamento claro da energia. Ao entoarmos cada fonema a intenção é fundamental. A qualificação da energia, que é neutra, porém inteligente, compete a nós. Para que ela realmente seja efetiva e, de fato, transmute o padrão energético, o pensamento, o desejo e a vontade devem ser a base dessa ação.

É importante salientar que ao cantarmos normalmente, os harmônicos estão presentes na voz de forma implícita. Mas, quando ao entoarmos os fonemas, explicitamos os sons harmônicos, essa experiência decuplica de intensidade e poder. Nesse momento deixamos de entoar e passamos a hipertonar.

Como já dissemos, os harmônicos fazem a ponte entre os sons da terceira dimensão (som físico) e os “sons inaudíveis” de dimensões superiores. São como a luz, abridores de portais dimensionais.

A vivência da hipertonação é altamente benéfica. Estudos recentes de neurologistas, etnomusicólogos e psicólogos, constatam que hipertonar faz mudar os padrões de aceleração das ondas cerebrais gerando a formação de novas sinapses. Partes pouco usadas ou mesmo inativas do cérebro foram ativadas em várias das experiências do Dr. Alfredo Tomatis, neurologista especialista em hipertons.

A ciência começa a constatar o que as antigas tradições já sabiam e empregavam há milênios.

É chegada a hora de trazer novamente à luz esses saberes. O despertamento de nossa memória cósmica está em ato.

Reorientar nossas práticas e sutiliza-las é o movimento do presente.

Vivamos pois esse momento cósmico com a alegria de quem reencontra tesouros. Eles estão aí. Prontos para serem redescobertos pelos que estiverem dispostos ao despertamento que o momento planetário demanda.

O SOM ALQUÍMICO!

Transformando e criando outras realidades
por Virginia Bernardes


Como vimos, o som tem o poder de gerar diferentes organizações moleculares na água a ponto de mudar sua qualidade. Sons de vibrações densas provocam desorganização, deformação, e figuras que nos causam repulsa. Ao contrário, sons de elevada vibração provocam lindas figuras geométricas cuja simetria é perfeita.

Quando a intenção é promover uma alteração do nível de consciência das pessoas para que determinado objetivo possa ser alcançado, a música é quase sempre utilizada.

Desde tempos imemoriais, é constante a presença da música em cerimônias religiosas ou de cura, nos trabalhos xamânicos e ritualísticos das mais variadas tradições, ou seja, o que os antigos sabiam intuitivamente, hoje se pode comprovar cientificamente.

No entanto, o que mais nos interessa no momento, é o grande poder de transformação que o som tem sobre os corpos físico, etérico, emocional e mental.

Falamos anteriormente na existência de um "espectro sonoro" - Série Harmônica - que existe "dentro" de qualquer som com altura definida.

Como já dissemos, esses sons harmônicos também chamados hipertons ou overtones, são freqüências sonoras que vibram e fazem parte do som que é produzido. Os sons harmônicos quando explicitados na voz humana têm o poder de organizar as energias, desde que haja uma clara intenção do executante nesse sentido. Essa possibilidade abre um imenso campo de trabalho terapêutico.

Tudo que existe na forma, no mundo manifestado, tem sua contraparte no mundo sutil. A manifestação se organiza em oitavas sendo que a oitava física é a mais densa, onde a energia se encontra no estado de matéria. Desse modo, o som que ouvimos e produzimos é o som próprio da oitava de manifestação dos sons físicos. A oitava seguinte é a dos sons harmônicos, que como já dissemos, não é perceptível a menos que provoquemos sua audição através de técnicas apropriadas.

As vibrações ou freqüências dos sons harmônicos são muito elevadas. Para se ter uma idéia, o primeiro harmônico vibra numa freqüência duas vezes maior que o som gerador, o segundo, três vezes e assim por diante. Então, quanto mais harmônicos um som contiver, maior a sua potencialidade de aceleração e maior a conexão com as energias superiores.

Os sons harmônicos podem fazer "a ponte" entre dimensões, ou seja, eles podem abrir portais de comunicação interdimensionais. Através desses portais músicas nunca antes ouvidas são trazidos para o mundo físico. Isto acontece porque a aceleração da vibração compatibiliza e oportuniza sua audição nos níveis mais densos.

Sabemos que a energia é neutra. Nós a qualificamos de acordo com nosso nível consciencial. Os harmônicos do som podem transformar realidades físicas da mesma forma que as diferentes músicas transformaram a configuração da molécula de água em figuras simétricas e geometricamente perfeitas ou em massa disforme.

Som é energia primeva, organizadora e constituidora de realidades físicas. A partir da nossa intenção e mentalização, podemos interagir com outras dimensões de existência e plasmar realidades mais adequadas ao novo patamar consciencial que emerge em nós e no planeta.

Da mesma maneira como cada um de nós possui uma forma de onda que lhe é própria, possuímos uma freqüência de onda sonora que nos constitui. Provavelmente, a freqüência de onda interage com a freqüência sonora formando um só corpo de manifestação energética. Este é nosso selo completo, nossa assinatura cósmica, através da qual somos reconhecidos.

A partir do conhecimento de nossa altura própria, abre-se a possibilidade de interagirmos com o nosso som próprio, isto é, com a freqüência sonora que cada um de nós é.

Ouvir e cantar essa nota significa nos ajustarmos ao nosso modelo originário. Significa abrirmos mão de nossas "desafinações" egóicas e buscarmos ouvir o som da voz do nosso Cristo interno e assim sermos a extensão concreta, na forma, do nosso Eu Superior.

A busca desse som próprio, dessa nota primordial, coincide com a reforma íntima que o momento planetário exige. São movimentos complementares: sermos unos com o Deus interno é sermos afinados com Sua vontade, que é a de que nos lembremos que fomos feitos para a paz, a luz e a alegria da existência.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Sons Harmônicos - Parte II

Canto Sagrado das Amazonas
Um Caminho Alquímico - Parte II
A ondas sonoras têm um valor que via de regra não percebemos, ou não estamos de alguma forma atentos à essa questão, não importa se na forma de fala, canto, música ou dos vários sons que compõem o nosso cotidiano. Isso quer dizer que tudo o que falamos, o que cantamos ou os sons e a música que ouvimos, têm em si, uma dimensão energética.

Essa energia pode ser bem ou mal qualificada. Palavras são os sons dos pensamentos, todas elas têm sua identidade, sua própria egrégora. Experimentemos ver em nós os diferentes entimentos que nos causam as palavras: dor, corrupção, injustiça. Ou então, alegria, compaixão, amor.
São sentimentos diferentes e têm qualidades diversas, nos impactam de variadas formas. A egrégora de cada uma se manifesta quando as pensamos e mais ainda quando as falamos. Da mesma forma, a música e os vários sons aos quais nos submetemos diariamente produzem efeitos diversos.

O que dizer de ouvirmos uma música cujos sons são produzidos por instrumentos ou vozes com timbres que não ferem nossos ouvidos, ao contrário, os acaricia com seu "calor", "brilho" ou "textura sedosa"? Ou então, experimentarmos a estridência, ou a excessiva intensidade dos sons que estão presentes em muitas das músicas ou dos sons que ouvimos durante o dia? São experiências diferentes e qualificadas pelas diferentes egrégoras que mobilizam.

Experimentemos agora nos imaginar num show de Heavy Metal ou de Funk, ou ainda, presos num congestionamento de trânsito e mergulhados nos sons de buzinas, e depois, num concerto de música clássica, ou mesmo na natureza, ao lado de um riacho ouvindo o som da água e dos pássaros.

À esquerda imagem de uma molécula de água exposta à energia do som da Ária para corda em Sol de Bach.

À direita a mesma molécula de água exposta ao som de um Rock Heavy Metal.

Geralmente não nos damos conta disso, mas sem dúvidas sentimos seus efeitos - excitação exacerbada, cansaço, irritação, ou prazer, elevação e sentimento de inclusão e pertencimento ao Todo.

Já dissemos, o som, muito mais do que pensamos ou sabemos, pode nos afetar, (des)organizando ou mesmo adoecendo ou sanando.

As fotos abaixo, são parte integrante do experimento do Dr, Massaru Emoto, cientista japonês, que fotografou moléculas de água em diversas situações nas quais o som teve participação e influência decisiva. As palavras foram proferidas e as musicas tocadas em laboratório onde existiam recipientes com água que depois de congelada foi depois fotografada por câmaras de última geração com lentes super potentes.

A imagem esquerda é uma molécula exposta as energias de amor e admiração.

E a foto a esqueda às pastorais de Bethoven.

As imagens seguintes se referem às moléculas de água que foram exposta ao som de "uma ameaça de morte. E a outra foi exposta ao som da voz de Adolph Hitler.



O nosso planeta é chamado "Azul" porque "lá de cima" dá para se ver toda a água que existe "aqui embaixo". Se nos dermos conta de que também somos formados de 75% de água, poderemos aquilatar a importância da experiência do Dr Emoto.

Segundo Wayne Dyer, "Nós não somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual. Nós somos seres espirituais vivendo uma experiência humana".

Se o nosso corpo físico é praticamente constituído de água - o veículo da emoção - isso nos leva a pensar que se o mantivermos limpo, com a mente e as emoções equilibradas, ou seja, o mais próximo do que era em sua origem, poderemos vivenciar essa experiência espiritual/humana de uma forma muito mais proveitosa.

Se o som pode determinar a qualidade das moléculas da água, pode também ser uma ferramenta valiosa para nos levar ao reencontro da nossa harmonia de origem, se assim os desejarmos. Tal como a molécula da foto acima, podemos retornar à nossa nascente límpida e divina.

Qual molécula que queremos dentro de nós?


Fig.1: Molécula de pensamento elevado / Fig.2: Molécula de sentimentos poluídos / Fig.3: Molécula de bons sentimentos

Se agirmos com amor, verdade, retidão, paz e benevolência, conseguiremos reestruturar nossas vidas, dando-lhes felicidade, saúde e beleza interior!

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Sobre a autora:

VIRGINIA BERNARDES - Musicista e terapeuta, professora adjunta da Escola de Música - Universidade Federal de Minas Gerais. Mestre em educação musical, pianista, cantora e regente coral, especializou-se em canto difônico com Tran Quan Hai (Fr) e Sônya Prazeres. Atualmente trabalha integrando terapias alternativas como Reiki, Cura Quântica, Radiestesia e Leitura Corporal à entonação de vogais, fonemas específicos, e mantras que, cantados com hipertons atuam como forma de aceleração e elevação dos patamares de freqüências e vibrações energéticas dos chacras e corpos sutis.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Sons Harmônicos

Canto Sagrado das Amazonas
Por Virginia Bernardes


Som e Luz são nessa ordem os primeiros fenômenos da Metáfora da Criação Divina. "No princípio era o Verbo, e o Verbo era Deus".... (João1,1). Ou como está nos Vedas: "No princípio havia Brahman, com quem havia o verbo". Deus era Uno com seu Verbo. E, o Verbo Divino soou: "Haja luz e a luz se fez". Do mesmo modo, o deus egípcio Toth pronunciava o nome de um objeto e assim o dava existência. Podemos dizer então que em essência e primordialmente todos somos som e luz. Todos somos filhos e filhas do Verbo Divino, filhos e filhas das Freqüências Vibracionais (Som) da Voz de Deus.

Experimentemos fechar nossos olhos e ouvir todos os sons que permeiam agora o nosso ambiente. Nós veremos que estamos imersos num oceano sonoro. Há toda espécie de sons em nossa volta. Escolhemos ouvir os que mais nos agradam. Dentre esses, escolhemos um, o que acharmos o mais bonito. Aprofundemos nossa escuta e vejamos porque o escolhemos. Tentemos dá-lo atributos e qualidades. Parece-nos "doce" ou "brilhante"? Ele é "liso" ou algo que nos lembra uma superfície áspera? Dá a impressão de ser "magrinho", "gordo" ou mais "redondo"? Parece-nos afinado ou desafinado? Todas estas características são dadas ao som pelos harmônicos que o compõem.

Os harmônicos ou hipertons são os componentes ou freqüências internas de qualquer som que ouvimos ou produzimos. A nossa voz, os sons dos instrumentos musicais e os sons da natureza, dos animais e, tudo enfim, que ouvimos possui harmônicos. Assim como a luz natural é composta pelas cores do que chamamos de Arco Íris, toda vez que um som é produzido, se deflagra uma Série Harmônica que não é comumente percebida, mas, que existe. São os "sons dentro dos sons". Cada som possui uma freqüência própria e isso define a sua altura. Assim, por exemplo, dependendo do sistema de afinação, a nota Dó 3 que se encontra no meio do teclado de um piano, tem a freqüência de 252 hertz (hz) por segundo. Seu primeiro harmônico (Dó 4) tem a freqüência de 512 hz/s, o seu segundo (Sol 4) vibra a 756 hz/s e assim, por diante. Isto que dizer que cada harmônico da série tem uma freqüência proporcional ao som gerador e que cada vez é mais alta a sua vibração.

Na terceira dimensão um som é tão mais bonito quanto mais harmônicos ele tiver. Por isso, dizemos que o som da voz de alguém ou o timbre de tal instrumento é doce, angelical, encantador, ou ao contrário, podemos perceber sons que são "opacos" e "descoloridos". No nível material a quantidade e a qualidade dos harmônicos conferem qualidades como beleza, colorido, opulência e brilho aos sons, que produzimos e ouvimos.

Hoje em dia pesquisadores, cientistas, terapeutas e músicos têm se dedicado ao estudo do som e da música como ferramenta de cura. Descobriu-se que formas geométricas perfeitas (mandalas) são criadas quando materiais flexíveis e moldáveis como farinhas, areia, limalha de ferro e água são submetidos ao som. Descobriu-se pela ressonância magnética, que o cérebro e as freqüências das ondas cerebrais podem também ser alterados pelos hipertons.

Mas, quando se trata de energia, evolução, cura e transmutação, é que os sons harmônicos manifestam sua real importância.

Povos antigos como os Maias, os xamãs de várias culturas ancestrais, os monges tibetanos, os sacerdotes do antigo Egito e, até os gregos, mais precisamente Pitágoras e toda sua escola sabiam do poder do som, principalmente dos seus harmônicos. Eles os usavam para harmonizar lugares, gerar luz em lugares absolutamente escuros, curar pessoas, fazer ascender e transmutar energias e abrir portais dimensionais, dentre outras coisas.

Esses conhecimentos foram trazidos ao planeta Terra pelas Amazonas, que encantavam todos com o som de sua voz. Elas detinham esse conhecimento e o praticavam na alquimia e na transmutação energética. A palavra encantar vem do latim incantare, que quer dizer cantar ou entoar palavras ou sons mágicos.

Com o fim da Era das Sacerdotisas, esses conhecimentos ficaram confinados em algumas linhas de conhecimento esotérico, que os mantiveram ocultos e preservados até agora, quando nesse momento da Transição Planetária começaram de novo a aflorar.

A voz humana é um instrumento maravilhoso. É possível explicar através dela os sons harmônicos, isto é, tornar audíveis essas outras freqüências que "vibram dentro" do som, que cantamos. Cantar harmônicos (hipertonar) cria uma ponte entre os sons ahata (o som físico, manifestado), e os sons anahata (som divino, angelical, não físico). Ao hipertonarmos, conseguimos abrir portais entre as dimensões e interagir com os seres destes planos de realidade.

Edgard Cayce, o profeta adormecido, previu que a medicina do futuro seria vibracional e que o som seria uma de suas principais ferramentas. Parece que tal profecia está se concretizando, porque pela ressonância dos harmônicos, torna-se possível reconhecer, ajustar ou mesmo alterar a freqüência sonora (nota musical) de qualquer ser senciente, de uma planta, de um animal, de um órgão do nosso corpo e mesmo da nossa própria freqüência pessoal. Isto nos permite rastrear prováveis disfunções ou doenças do nosso corpo físico, alinhar as energias dos nossos chacras, restaurar a nossa aura e ativar a nossa Energia da Kundalini.

Podemos também harmonizar ou ajustar as nossas freqüências em relação ao ambiente em que estamos, para que possamos interagir com as energias presentes ou criar uma vibração mais elevada e assim nos protegermos de influências nocivas.

Os cristais de quartzo (dependendo de sua lapidação) interagem com os hipertons amplificando seu som e potencializando suas (dos cristais) características energéticas.

Quando ressoamos em grupo a experiência com os harmônicos é expandida ao infinito. Interações entre os milhares de harmônicos produzidos pelas vozes do grupo vão se fazendo e novos sons resultantes são criados no espaço, dando ensejo às melodias celestiais nunca antes ouvidas. Formam-se verdadeiras "mandalas sonoras", que aceleram nossa energia e que nos permitem contatar outros planos de realidade muito mais elevados. Na verdade esta experiência é impar, é indescritível.

Qualquer pessoa pode aprender a hipertonar, desde que tenha vontade e determinação. Não são necessários talento e conhecimentos musicais ou uma voz maravilhoosa. Os harmônicos habitam/vibram nos sons que produzimos vocalmente; já fazem parte de nós. Fazê-los soar, é uma questão de aprendizado, técnica, exercício e perseverança.

O legado das Sacerdotisas está aflorando novamente. Não é por acaso, que esse saber milenar recluso no seio das mais antigas tradições ressurge nesse momento, após éons de esquecimento. Somos todos autoconvocados e estamos vivendo num tempo especialíssimo. Portanto, temos que vivenciá-lo ao máximo.

Hoje já sabemos que a energia sonora como toda Energia Divina é Autoconsciente e, portanto, podemos interagir com Ela, intencionando, visualizando e direcionando o nosso desejo, de modo que a vontade do nosso Eu Superior se cumpra.

Alinhados com nosso Cristo Interno, cabe-nos a tarefa de trabalharmos a nossa energia e dinamizarmos os nossos potenciais. Juntos, irmanados, cantaremos as canções do Amor Divino, Aquele que é Incondicional para todos e por todos.
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Sobre a autora:

VIRGINIA BERNARDES - Musicista e terapeuta, professora adjunta da Escola de Música - Universidade Federal de Minas Gerais. Mestre em educação musical, pianista, cantora e regente coral, especializou-se em canto difônico com Tran Quan Hai (Fr) e Sônya Prazeres. Atualmente trabalha integrando terapias alternativas como Reiki, Cura Quântica, Radiestesia e Leitura Corporal à entonação de vogais, fonemas específicos, e mantras que, cantados com hipertons atuam como forma de aceleração e elevação dos patamares de freqüências e vibrações energéticas dos chacras e corpos sutis.
 

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