domingo, 13 de setembro de 2009

Espiritualidade, dimensão esquecida e necessária

por Leonardo Boff

Espiritualidade vem de espírito. Para entendermos o que seja espírito precisamos desenvolver uma concepção de ser humano que seja mais fecunda do que aquela convencional, transmitida pela cultura dominante. Esta afirma que o ser humano é composto de corpo e alma ou de matéria e espírito. Ao invés de entender essa afirmação de uma forma integrada e globalizante, entendeu-a de forma dualista, fragmentada e justaposta. Assim surgiram os muitos saberes ligados ao corpo e à matéria (ciências da natureza) e os vinculados ao espírito e à alma (ciências do humano). Perdeu-se a unidade sagrada do ser humano vivo que é a convivência dinâmica de materia e de espírito entrelaçados e inter-retro-conectados.

Espiritualidade concerne ao todo ou à parte?

Espiritualidade, nesta segmentarização, significa cultivar um lado do ser humano: seu espírito, pela meditação, pela interiorização, pelo encontro consigo mesmo e com Deus. Esta diligência implica certo distanciamento da dimensão da matéria ou do corpo.

Mesmo assim espiritualidade constitui uma tarefa, seguramente importante, mas ao lado de outras mais. Temos a ver com uma parte e não com o todo.

Como vivemos numa sociedade altamente acelerada em seus processos históricos-sociais, o cultivo da espiritualidade, nesse sentido, nos obriga a buscar lugares onde encontramos condições de silêncio, calma e paz, adequados para a interiorização.

Esta compreensão não é errônea. Ela contem muita verdade. Mas é reducionista. Não explora as riquezas presentes no ser humano quando entendido de forma mais globalizante. Então aparece a espiritualidade como modo- de-ser da pessoa e não apenas como momento de sua vida.

Antes de mais nada importa enfatizar fato de que, tomado concretamente, o ser humano constitui uma totalidade complexa. Quando dizemos “totalidade” significa que nele não existem partes justapostas. Tudo nele se encontra articulado e harmonizado. Quando dizemos “complexa” significa que o ser humano não é simples, mas a sinfonia de múltipas dimensões. Entre outras, discernimos três dimensões fundamentais do único ser humano: a exterioridade, a interioridade e a profundidade.

A exterioridade humana: a corporeidade

A exterioridade é tudo o que diz respeito ao conjunto de relações que o ser humano entretém com o universo, com a natureza, com a sociedade, com os outros e com sua própria realidade concreta em termos de cuidado com o ar que respira, com os alimentos que consome/comunga,com a água que bebe,com a roupas que veste e com as energias que vitalizam sua corporeidade. Normalmente se entende essa dimensão como corpo. Mas corpo não é um cadáver. É o próprio ser humano todo inteiro mergulhado no tempo e na matéria, corpo vivo, dotado de inteligência, de sentimento,de compaixão, de amor e de êxtase. Esse corpo total vive numa trama de relações para fora e para além de si mesmo. Tomado nessa acepção fala-se hoje de corporeidade ao invés de simplesmente corpo.

A interioridade: a psiqué humana

A interioridade é constituída pelo universo da psiqué, tão complexo quanto o mundo exterior, habitado por instintos, pelo desejo, por paixões, por imagens poderosas e por arquétipos ancestrais. O desejo constitui, possivelmente, a estrutura básica da psiqué humana. Sua dinâmica é ilimitada. Como seres desejantes, não desejamos apenas isso e aquilo. Desejamos tudo e o todo. O obscuro e permanente objeto do desejo é o Ser em sua totalidade. A tentação é identificar o Ser com alguma de suas manifestações, como a beleza, a posse, o dinheiro, a saúde, a carreira profissional e a namorada, o namorado, os filhos, assim por diante. Quando isso ocorre, surge a fetichização do objeto desejado. Significa a ilusória identificação do absoluto com algo relativo, do Ser ilimitado com o ente limitado. O efeito é a frustração porque a dinâmica do desejo de querer o todo e não a parte se vê contrariada. Daí, no termo, predominar o sentimento de irrealização e, consequentemente, o vazio existencial.

O ser humano precisa sempre cuidar e orientar seu desejo para que ao passar pelos vários objetos de sua realização – é irrenunciável que passe - não perca a memória bemaventurada do único grande objeto que o faz descansar, o Ser, o Absoluto, a Realidade fontal, o que se convencionou chamar de Deus. O Deus que aqui emerge não é simplesmente o Deus das religiões, mas o Deus da caminhada pessoal, aquela instância de valor supremo, aquela dimensão sagrada em nós, inegociável e intransferível. Essas qualificações configuram aquilo que, existencialmente, chamamos de Deus.

A interioridade é denominada também de mente humana, entendida como a totalidade do ser humano voltada para dentro, captando todas as ressonâncias que o mundo da exterioridade provoca dentro dele.

A profundidade: o espírito

Por fim o ser humano possui profundidade. Tem a capacidade de captar o que está além das aparências, daquilo que se vê, se escuta, se pensa e se ama. Apreende o outro lado das coisas, sua profundidade. As coisas todas não são apenas coisas. Todas elas possuem uma terceia margem. São símbolos e metáforas de outra realidade que as ultrapassa e que elas recordam, trazem presente e a ela sempre remtem.

Assim a montanha não é apenas montanha. Em sendo montanha, traduz o que significa majestade. O mar evoca grandiosidade; o céu estrelado, infinitude; os olhos profundos de uma criança, o mistério da vida humana e do universo.

O ser humano capta valores e significados e não apenas fatos e acontecimentos. O que definitivamente conta não são as coisas que nos acontecem, mas o que elas significam para a nossa vida e que experiências elas nos propiciam. As coisas, então, passam a ter caráter simbólico e sacramental: nos recordam o vivido e alimentam nossa interioridade. Não é sem razão que enchemos nossa casa ou o nosso quarto de fotos, de objetos queridos dos pais, dos avós, dos amigos, daqueles que entraram em nossa vida e significaram muito. Pode ser o último toco de cigarro do pai que morreu de enfarte ou o pente de madeira da tia que morreu ou a carta emocionada do namorado que revelou seu amor. Aqueles objetos não são mais objetos. São sacramentos, pois falam, recordam, tornam presente significados, caros ao coração.

Captar, desta forma, a profundidade do mundo, de si mesmo e de cada coisa constitui o que se chamou de espírito. Espírito não é uma parte do ser humano. É aquele momento da conscicência mediante o qual captamos o significado e o valor das coiss. Mais ainda, é aquele estado de consciência pelo qual apreendemos o todo e a nós mesmos como parte e parcela deste todo.

O espírito nos permite fazer uma experiência de não-dualidade. “Tu és isso tudo” dizem os Upanishads da India, apontando para o universo. Ou “tu és o todo” dizem os yogis. “O Reino de Deus está dentro de vós” proclama Jesus. Estas afirmações remetem a uma experiência vivida e não a uma doutrina. A experiência é que estamos ligados e re-ligados uns aos outros e todos à Fonte Originante. Uma fio de energia, de vida e de sentido perpassa a todos os seres, constituindo-os em cosmos e não em caos, em sinfonia e não disfonia.

A planta não está apenas diante de mim. Ela está como ressonância, símbolo e valor dentro de mim. Há em mim uma dimensão montanha, vegetal, animal, humana e divina. Espiritualidade não consiste em saber disso, mas em vivenciar e fazer disso tudo conteúdo de experiência. Bem dizia Blaise Pascal: “ crer em Deus não é pensar em Deus mas sentir Deus”. A partir da experiência tudo se transfigura. Tudo vem carregado de veneração e de sacralidade.

A singularidade do ser humano consiste em experimentar a sua própria profundidade. Auscultando a si mesmo percebe que emergem de seu profundo apelos de compaixão, de amorização e de identificação com os outros e com o grande Outro, Deus. Dá-se conta de uma Presença que sempre o acampanha, de um Centro ao redor do qual se organiza a vida interior e a partir do qual se elaboram os grandes sonhos e as significações últimas da vida. Trata-se de uma energia originária, com o mesmo direito de cidadania que outras energias como a sexual, a emocional e a intelectual.

Pertence ao processo de individuação acolher esta energia, criar espaço para esse Centro e auscultar estes apelos, integrando-os no projeto de vida. É a espiritualidade no seu sentido antropológico de base. Para ter e alimentar espiritualidade a pessoa não precisa professar um credo ou aderir a uma instituição religiosa. A espiritualidade não é monopólio de ninguém, mas se encontra em cada pessoa e em todas as fases da vida. Essa profundidade em nós representa a condição humana espiritual, aquilo que designmos espiritualidade.

Obviamente para as pessoas religiosas, esse Centro é Deus e os apelos que dele derivam é sua Palavra. As religiões vivem desta experiência. Articulam-na em doutrinas, em ritos, celebrações e em caminhos éticos e espirituais. Sua função primordial reside em criar e oferecer condições para que cada pessoa humana e as comunidades possam fazer um mergulho na realidade divina e fazer a sua experiência pessoal de Deus.

Essa experiência porque é experiência e não doutrina tem como efeito a irradiação de serenidade, de profunda paz e de ausência do medo. A pessoa sente-se amada, acolhida e aconchegada num Utero divino, O que lhe acontecer, acontece no amor desta Realidade amorosa. Até a morte é exorcizada em seu caráter de espantalho da vida. É vivida como parte da vida, como o momento alquímico da grande transformação para poder estar, de fato, no Todo e no coração de Deus.

Esta espiritualidade é um modo de ser, uma atitude de base a ser vivida em cada momento e em todas as circunstâncias. Mesmo dentro das tarefas diárias da casa, trabalhando na fábrica, andando de carro, conversando com os amigos, vivendo a intimidade com a pessoa amada, a pessoa que criou espaço para a profundidade e para o espiritual está centrado, sereno e pervadido de paz. Irradia vitalidade e entusiasmo, porque carrega Deus dentro de si. Esse Deus é amor que no dizer do poeta Dante move o céu, todas as estrelas e o nosso próprio coração.

Esta espiritualidade tão esquecida e tão necessária é condição para uma vida integrada e singelamente feliz. Ela exorciza o complexo mais dificil de ser integrado: o envelhecimento e a morte.

Para a pessoa espiritual o envelhecer e o morrer pertencem à vida, não matam a vida, mas transfiguram a vida, permitindo um patamar novo para a vida. Assim como ao nascer, nós mesmos não tivemos que nos preocupar, pois, a natureza agiu sabiamente e o cuidado humano zelou para que esse curso natural acontecesse, assim analogamente com a morte: passamos para outro estado de consciência sem nos darmos conta dessa passagem. Quando acordamos nos encontraremos nos braços aconchegantes do Pai e Mãe de infinita bondade, que desde sempre nos esperavam. Cairemos em seus braços. E então nos perdemos para dentro do amor e da fonte de vida.

Leonardo Boff

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Reflexões do Meu Segundo Aniversário

Por Cyro Leãoo


Em 27 de agosto de 2007, tive a oportunidade de nascer novamente.

Acredito que foi uma das gestações mais rápidas. Um mês e 4 dias, entre eu saber que tinha um nódulo no Pulmão e fazer a cirurgia. Tive um câncer de pulmão, e foi necessário retirar uma parte dele e por segurança me submeter à quimioterapia.

Foram momentos de grandes desafios, mas a fé na vida estava sempre presente.Em conversas com os mentores, eles me disseram que era um final de karma e que houve a necessidade de trazer para o físico para finalizar o processo.

Isso fazia sentido, pois o tumor foi descoberto por acaso durante um exame de rotina. Entendi, desde a descoberta, que este seria o meu processo de Morte e renascimento, a grande iniciação do Xamã.

Minha idéia, ao postar isto, é contar um pouco do que passei e de situações importantes que aconteceram e que poderão ser usadas por outras pessoas que estejam em situação semelhante.

1- Fiquei feliz porque a doença estava identificada e os procedimentos de cura oferecidos pela medicina tradicional estavam funcionando.

2- Divulguei o meu processo entre meus amigos desde a descoberta. Isso foi muito importante, pois as correntes de orações vieram de vários cantos do mundo, onde tenho grandes amigos. Este apoio foi muito importante. Este é um momento de compartilhar e receber e nunca esconder. Principalmente a quem você sabe que lhe quer bem. Dê a essas pessoas a oportunidade de darem de si o que elas tem de melhor e exercerem o amor incondicional.

3- Busquei ajuda dentro dos caminhos espirituais que trilho. Fiz rituais de cura e passei por operações espirituais.4- Fiz vários acompanhamentos com as terapias alternativas que muito me ajudaram. Dieta alimentar, auto-hemoterapia, florais, homeopatia, chás, etc.

Mas o mais importante, é que dentro de mim, eu tinha certeza que não tinha mais nada e que estava curado. Isso foi o grande diferencial.

Minha eterna gratidão às pessoas que estiveram ao meu lado e também àquelas que não puderam embora quisessem. Família, amigos, alunos, pacientes, anônimos. Certo dia fiquei muito comovido, quando uma aluna me disse, que a sua manicure estava rezando por mim.

Foi uma grande corrente.

Hoje tenho dentro de mim uma experiência imensa e isso tem me possibilitado ajudar muitas pessoas que estão com diferentes doenças. Eu sou um exemplo vivo. Eu passei por processos profundos, doloridos e venci. Com minha atitude positiva, consegui ajudar minha família a encarar o fato de forma positiva.

Enfim, todos nós ganhamos com isso e nos tornamos melhores pessoas.

Agradeço ao Criador por esta incrível oportunidade.

Por todas as nossas relações,

Cyro Leãoo

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

PROGRESSO E ESPIRITUALIDADE



A medida que refletimos sobre o final do século passado e o início do novo, ficam mais evidentes as conseqüências das perdas que a chamada civilização materialista e tecnológica sofreu quando afastou-se do fundamento absoluto da existência, o sagrado. O resgate do sagrado passa pelo processo de autoconhecimento, e reconhecimento dos valores humanos inerentes a condição humana. A humanidade guarda um tesouro inestimável de memórias, e dentro de cada um de nós existe um manancial inesgotável de informações e transformações. Se por um lado a identificação somente com nossa natureza material nos levou a uma visão superficial e imediatista da vida, gerando separatividade, crueldade, orgulho, egoísmo, e vícios que nos aviltam; a cristalização dos nossos erros nos obrigou a novos posicionamentos em relação a valores, prioridades, atitudes e ideais. O fato de assistirmos passivos a inversão de valores, a degradação do meio ambiente e das bases familiares e sociais nos faz essencialmente infelizes. Paralelamente, colocou em marcha um processo de busca de soluções mais compatíveis com as nossas reais necessidades. Como não existe época totalmente boa ou totalmente má dentro da perspectiva de uma existência dual, acredito que apesar da nossa ignorância ter desencadeado energias violentas e nos precipitado em tragédias dolorosas, estamos ao mesmo tempo testemunhando um momento ímpar, quando o homem pode dar o grande salto de qualidade em direção ao conhecimento de si mesmo.

Todos os seres humanos têm a capacidade inata de evoluir, se mobilizar rumo à integridade. Nossa cultura ocidental começa a reconhecer a importância dos domínios espirituais no desenvolvimento da personalidade, e na cura de males físicos e psicológicos. Progresso e espiritualidade não são incompatíveis, ao contrario, os princípios e valores espirituais por serem permanentes são a sustentação do progresso. E o progresso só é verdadeiro quando passa pelo filtro do coração humano. A inteligência deve ser orientada nas direções do conhecimento, e principalmente da sabedoria, que independe do indivíduo ter mais ou menos instrução formal.

A sabedoria é eterna e está disponível na memória ancestral da humanidade e no campo morfogenético, como o biólogo Rupert Sheldrake denominou o banco de dados das espécies. O resgate do conhecimento ancestral pode ser percebido em todas as áreas de atuação inclusive na área da saúde. Muitos profissionais se voltam para o conhecimento de medicinas milenares que se valem de alguns sistemas sagrados de autodescoberta. As terapias vibracionais, as visualizações criativas e meditações curativas, além de práticas xamânicas, recriam formas de tratamento tendo como base a visão holística do homem e da vida. Através desses métodos, novas possibilidades de cura são abertas, permitindo a parceria energética entre paciente e curador e principalmente estabelece um dialogo subjetivo com o corpo pelo acesso às dimensões mais sutis da mente. Podemos acessar outros níveis de realidade e deixar que nosso ser se irradie e comungue com a consciência cósmica.

As descobertas que a física quântica trouxe obrigou-nos a repensar o que é real, e isso diminuiu a lacuna existente entre ciência e espiritualidade. Tudo isso nos leva a uma redescoberta e uma reavaliação do potencial humano. A saúde física e psicológica está intimamente ligada a evolução espiritual. Os modelos tradicionais e ortodoxos de terapia categorizam automaticamente determinados sintomas, e costumam rotular como incuráveis algumas doenças que são na verdade manifestações de energias desarmônicas no organismo que atuam como determinada moléstia. Na maioria dos casos a raiz do mal pode ser encontrada na mente sobrecarregada de impressões negativas; e a cura acontece pela mudança de padrão mental. As pessoas que pensam e agem ignorando a necessidade de explorar as profundezas da psique, não podem compreender os segredos recônditos que influenciam tão incisivamente, embora em silencio, nossa vida como um todo. É importante destacar que o ser humano é um sistema energético dinâmico, em permanente mutação, assim como o universo.

Na área da educação principalmente é necessária uma visão mais ampla que contemple o desenvolvimento integral e integrado do potencial humano. É importante capacitar indivíduos para servir a vida, e não apenas para ganhar a vida; transmitir conhecimento é importante, mas formar caracteres e inspirar valores, e incentivar a busca pela sabedoria, lapidando defeitos e direcionando os talentos do educando é mais ainda. O desenvolvimento da visão mais ampla do que seja viver neste mundo acontece pela compreensão da espiritualidade como dimensão natural e inerente a condição humana. A educação não pode permanecer soterrada nessa avalanche de materialismo, indisciplina, agitação e ambição em que vivemos, mas deve retomar sua função magna de formadora de seres humanos dignos, felizes e competentes.

A verdadeira educação serve de facilitadora para que professores e alunos possam ter revelações e contribuam para a evolução da sociedade como agentes de transformações. As empresas, e a produção econômica de modo geral, que procuram ser compatíveis com o momento civilizatorio precisam definir missões, valores e ações que comprovem sua relevância como forjadoras de prosperidade. Fala-se muito em desenvolvimento sustentável, muitas vezes trata-se apenas de uma fachada vaidosa, embora muitas empresas estejam despertando para uma ação consciente e tenham uma visão responsável, comprometida com a repercussão de sua intervenção na sociedade e na preservação ambiental. Em todos os setores de atividade estamos passando de uma estagio de consciência para outro mais elevado, e em todos os ramos de atividade buscamos um meio de viver que torne a felicidade possível.

É preciso formar primeiro o Ser sustentável se quisermos ter um desenvolvimento sustentável.. Amar com ordem, disse Santo Agostinho, é amar cada vez mais as coisas mais altas; e esta é a verdadeira natureza do ser humano. Para isso precisamos nos reconectar com o espírito, não forçosamente pelas religiões, mas pela percepção e vivencia de uma ética enraizada nos valores espirituais. É inútil adquirir conhecimento e não coloca-lo a serviço do Bem. É chegada a hora de fazermos a diferença e agir de maneira consciente, criativa e competente para que possamos sair da era do medo separatista para a era do amor que a todos aproxima e tudo recria As conquistas tecnológicas foram e são importantes, mas as conquistas éticas e espirituais nascem da sabedoria interna, profunda, que vibra alem do pensamento, que ilumina a inteligência, e direciona a vontade para metas grandiosas. Progresso e espiritualidade devem caminhar juntos se quisermos nos desenvolver plenamente como seres humanos abençoados pelo universo como parceiros de Deus na criação e manutenção, e renovação da vida.

Marilu Martinelli
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Sobre a autora:
Marilu Martinelli: Atriz. Jornalista. Escritora. Educadora Especialista em Educação em Valores Humanos e Desenvolvimento Humano. Professora de Mitologia Universal e Filosofia Oriental. Professora convidada da Unibem, e Unipaz, Universidade Federal de Lima e Universidade Católica de Arequipa-Peru. Consultora para Formação de Lideranças em Valores Humanos em Empresas e Organizações Educacionais.

Email: gayatriml@hotmail.com
Site: www.marilumartinelli.com.br
 

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